Na busca constante por compreensão, difusão do conhecimento e luta pelo respeto às diversidades humanas, a Casa Brasil Guarulhos promoverá a primeira atividade do projeto "Todos os mundos cabem no mundo", o tema escolhido foi a Palestina e sua população, cultura e história, para o evento contaremos com a participação de professores, professoras, historiadores, geógrafos, militantes e refugiados palestinos no Brasil, haverá exibição de diversos filmes (como o doc "Morte em Gaza" e o blocbuster "Paradise Now"), debates, apresentações culturais e exposições (Fotos, charges, documentos e recortes de jornais). As atividades serão todas filmadas, assim como seu processo de praparação e execução, a proposta é que seja produzido um documentário com o material produzido, no final (Sábado) haverá uma confraternização e no encerramento (Domingo) um grande show de Hardcore - a "Intifada Hardcore" Participe!ps. Aos universitários que participarem das atividades será emitido certificado de participação que poderá ser apresentado como atividade externa ou atividade acadêmico científico cultural.
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
poesia palestina de combate


Sento-me para escrever...
Mas, o que é que posso escrever?
De que vale dizer
“pátris minha”... “minha gente”... “meu povo”...
Será que posso proteger minha gente com palavras?
Será que com palavras salvarei meu povo?
Por acaso não e absolutamente ridículo, sentar-me,
Hoje, para escrever?
Fadwa Tuqan
- - - - - - - - - -
PARTIDA
Neste momento de partida
assinale suas setas vermelhas
desarme o farol e escancare
o portão do exílio.
Cerre a face aberta do céu , e vá embora .
Anseio profundamente que as praias envolvam seus mares
e cavalos saltem com precipitação!
Agora vou carregar os caminhos e as palmeiras em minha mala,
vou trancar minhas lágrimas nos cadernos do entardecer
e selar as estações
Vamos começar nossa canção: aqui esta Beirute usando você
como se fossem suas próprias roupas
Você precisa sentar-se bem na superfície da gloria dela
Abandonando as lagrimas
Na sua vidade melancólica
Ela contem você como eternidade
Como o senso de começo que com certeza vem
- como pode estar morto,
Ainda tão absolutamente presente?
Deixe que os rios abandonem seus céus,
e os mares virem desertos!
Tudo no universo tem um fim
Menos meu sangue...
Cad vez que penso nisso
você permanece grande como sua morte.
A guerra planeja escolher você, descobrir você,
plantar sua negritude em você.
Vindo dessas ultimas visões nubladas,
como e que você começa a historia da colheita?
nos planejamosselecionar você,
no inicio de seu sono,
no final de seu sono.
Quantas vezes com seu ódio o céu explodiu sobre você?
Quantas vezes você foi deixado de lado?
Agora você junta todas as cicratizes,
refugiando-se na morte,
usando os sonhos como asas.
May Sayigh
Neste momento de partida
assinale suas setas vermelhas
desarme o farol e escancare
o portão do exílio.
Cerre a face aberta do céu , e vá embora .
Anseio profundamente que as praias envolvam seus mares
e cavalos saltem com precipitação!
Agora vou carregar os caminhos e as palmeiras em minha mala,
vou trancar minhas lágrimas nos cadernos do entardecer
e selar as estações
Vamos começar nossa canção: aqui esta Beirute usando você
como se fossem suas próprias roupas
Você precisa sentar-se bem na superfície da gloria dela
Abandonando as lagrimas
Na sua vidade melancólica
Ela contem você como eternidade
Como o senso de começo que com certeza vem
- como pode estar morto,
Ainda tão absolutamente presente?
Deixe que os rios abandonem seus céus,
e os mares virem desertos!
Tudo no universo tem um fim
Menos meu sangue...
Cad vez que penso nisso
você permanece grande como sua morte.
A guerra planeja escolher você, descobrir você,
plantar sua negritude em você.
Vindo dessas ultimas visões nubladas,
como e que você começa a historia da colheita?
nos planejamosselecionar você,
no inicio de seu sono,
no final de seu sono.
Quantas vezes com seu ódio o céu explodiu sobre você?
Quantas vezes você foi deixado de lado?
Agora você junta todas as cicratizes,
refugiando-se na morte,
usando os sonhos como asas.
May Sayigh
- - - - - - - - - -
Carteira de Identidade
Registra-me
sou árabe
o número de minha identidade é cinqüenta mil
tenho oito filhos
e o nono... virá logo depois do verão
vais te irritar por acaso?
registra-me
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
tenho oito filhos
arranco das pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em sua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?
registra-me
sou árabe
meu nome é muito comum
e sou paciente
em um país que ferve de cólera
minhas raízes...
fixadas antes do nascimento dos tempos
antes da eclosão dos séculos
antes dos ciprestes e oliveiras
antes do crescimento vegetal
meu pai... da família do arado
e não dos senhores do Nujub
meu avô era camponês
sem árvore genealógica
minha casa
uma cabana de guarda
de canas e ramagens
satisfeito com minha condição
meu nome é muito comum
registra-me
sou árabe
sou árabe
cabelos... negros
olhos... castanhos
sinais particulares
um kuffiah e uma faixa na cabeça
as palmas ásperas como rochas
arranharam as mãos que estreitam
e amo acima de tudo
o azeite de oliva e o tomilho
meu endereço
sou de um povoado perdido...
esquecido
de ruas sem nome
e todos os seus homens...
no campo e na pedreira
amam o comunismo
vais te irritar por acaso?
registra-me
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não nos deixaste
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz
vamos!
Escreve
bem no alto da primeira página
que eu não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas... se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado... cuida-te
de minha fome
e minha fúria
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não nos deixaste
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz
vamos!
Escreve
bem no alto da primeira página
que eu não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas... se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado... cuida-te
de minha fome
e minha fúria
Mahmud Darwich
Você sabia?

Você sabia que o povo israelense que não e judeu não pode comprar ou alugar propriedades na entidade sionista?
Você sabia que Israel da 85% da água para os sionistas e os 15% restantes são divididos entre todos os palestinos?
Você sabia que os EUA ajudam o sionismo enviando 6 bilhões de dólares todo ano?
Você sabia que a ajuda financeira dos EUA para Israel e maior do que toda a ajuda financeira que eles enviam para todo o continente africano?
Você sabia que Israel e o único pais do Oriente Médio que possui armas nucleares?
Você sabia que Israel ordena o assassinato de seus inimigos políticos em outros paises?
Você sabia que Israel se recusa a prender os que confessaram crimes contra prisioneiros de guerra?
Você sabia que Israel e atualmente construída em cima de um território onde existiam cerca de 400 vilas palestinas?
Você sabia que Israel, depois de ter dedicado um selo a um homem que atacou um ônibus matando diversas pessoas, também dedicou um monumento para outro fanático (Baruch Goldestein) que em 1996 matou mais de 30 mulçumanos no momento que estavam rezando?
Você sabia que Israel e o único pais do mundo onde a tortura contra prisioneiros e legal e perante a lei?
Você sabia que o numero de refugiados palestinos e o maior numero de refugiados do mundo?
Você sabia que Israel tomou vários canais de TV palestinos e vincula em agressão psicológica programas antipalestinos, encurralando crianças impossibilitadas de sair de casa pela guerra com filmes pornográficos a partir das três da tarde?
POIS E, ELES NÃO CONTAM ISSO NA TV.
Adivinhe por que?
Latuff - O traço-bomba




Ele recebe manifestações de apoio de diversas partes do mundo. Também desperta a fúria de comunidades contrárias à sua atuação, que lhe enviam por e-mail vírus e ofensas pessoais. Já foi censurado e causou indignação ao classificar, junto com o escritor português José Saramago, o primeiro ministro de Israel de nazista. Mas isso não tira do sério o cartunista Carlos Latuff, pelo contrário. "Fico feliz com essa ira profana. Se a minha arte é a dor de cabeça deles, esse é um bom sinal."
E a arte de Latuff não deixa dúvidas. É indignada e não indicada para estômagos sensíveis e grupos não conformados com a livre expressão. Pode estar nas trincheiras do movimento Chiapas, contra o império americano, nas passeatas dos movimentos antiglobalização da Europa, ou junto à resistência nos territórios ocupados da Cisjordânia, que visitou e reafirmou suas armas pela luta de libertação. "Meu trabalho de denúncia dos incontáveis crimes de guerra perpetrados por Israel e sua máquina de guerra "made in USA" contra toda uma população esquecida pelos países árabes e o resto do mundo."
O traço, as cores e Internet fazem parte do arsenal desse brasileiro de 34 anos que dissemina sua arte engajada dentro de conceitos copyleft por diversos sites e publicações progressistas no planeta, a maioria em inglês, atingindo uma audiência nos cantos mais longínquos do planeta. "Liberei os direitos de reprodução pois meu interesse nesse caso não são os "royalties" e sim a propagação de idéias".
Nessa entrevista exclusiva a Novae, Lattuf não poupa críticas a movimentos sociais pela paz, mídia de massa e seus cartunistas e reafirma a ausência de utopia e otimismo em relação ao ser humano. Se autodefine com simplicidade. "Só procuro fazer a coisa certa".
Novae - Você é um dos mais incisivos cartunistas da atualidade com o trabalho voltado para a política internacional, principalmente à crise no Oriente Médio e a dominação americana. Como foi sua trajetória artística até essa posição?
Latuff - Em 1990, depois de um ano trabalhando como ilustrador numa pequena agência de propaganda no centro do Rio, fui bater em algumas portas na intenção de continuar minha atividade artística. Mas, ao contrário de minhas expectativas as portas estavam, na sua maioria, fechadas. As poucas que se abriram foram de pequenas publicações (house organs).
Foi então que a grande porta se abriu: a do movimento sindical. Entrei e não saí desde então. No início não tinha qualquer comprometimento político. Fazia cartuns porque era pago por isso. O conceito de direita e esquerda me parecia claro, mas não fundamental. Tanto que cheguei mesmo a ilustrar jornais da primeira campanha a presidente de FHC.
Em 1997, depois de assistir a um documentário sobre o levante Zapatista em Chiapas, decidi iniciar um apoio artístico voluntário aquela causa. Nascia aí o artista militante que sou até hoje. Em 1999, graças a meus cartuns em favor dos palestinos, fui convidado pela ONG Palestinian Center for Peace and Democracy a um "tour" pelos territórios ocupados da Cisjordânia. O que vi naquele lugar me convenceu definitivamente da necessidade de continuar meu trabalho de denúncia dos incontáveis crimes de guerra perpetrados por Israel e sua máquina de guerra "made in USA" contra toda uma população esquecida pelos países árabes e o resto do mundo.
Novae - Qual o feed back que você recebe do seu trabalho?
Latuff - A maioria é boa. O carinho e a força vêm dos quatro cantos do planeta, seja de ativistas sul-coreanos até cidadãos comuns na Itália. Mas há também aqueles que me esculhambam, enviando vírus, ofensas e até ameaças. Essas geralmente de quem apóia a política criminosa de Israel e dos EUA. Ainda assim fico feliz com essa ira profana. Se a minha arte é a dor de cabeça deles, esse é um bom sinal.
Novae - Na maioria dos seus cartoons sua indignação é explicita, tornando seu traço um protesto veemente contra o massacre das minorias e oprimidos. Você recebe algum tipo de censura ou critica por comunidades e/ou pessoas não tratadas simpaticamente em sua obra?
Latuff - Censura faz parte do jogo. Essa vem de todo lugar, da esquerda, da direita, de cima, de baixo. Mas geralmente tacam pedras em árvores que dão frutos, não é isso? A censura é a prova cabal da capacidade do meu trabalho de incomodar, de produzir uma coceira na consciência que não há como aliviar.
Atualmente é o lobby sionista que ataca minha solidariedade ao povo palestino, que eles não reconhecem, rejeitam, desrespeitam e matam. E esse lobby por vezes traz um disfarce progressista, como é o caso da ONG suiça Aktion Kinder des Holocaust (Ação Crianças do Holocausto) que se pretende combater a intolerância contra os judeus, mas que promove a intolerância contra os palestinos quando acionou na polícia o site Independent Media Center por ter publicado minha série de cartuns "We are all Palestinians", onde comparo o sofrimento de vários povos na História com a opressão na Palestina.
A despeito da ação dos reacionários, sigo desenhando, fotografando, escrevendo e pisando em calos.
Novae - Como você se autodefine na luta pela liberdade dos povos?
Latuff - Um artista que tenta "fazer a coisa certa."
Novae - Qual o significado da "PAZ" para você? Como você vê o trabalho dos grandes veículos de comunicação perante a cultura de PAZ?
Latuff - Ah sim, a paz. Aquela promovida pelo Viva Rio, com artistas globais vestidinhos de branco na TV ou "passeateando" na orla de Ipanema? Ou aquela do bispo Macedo e do missionário R.R. Soares? A paz que o sistema quer é "descanse em paz."
Novae - Pela sua resposta podemos entender que você generaliza que todos os movimentos pela Paz da sociedade civil fazem um ativismo somente para aparecer na televisão, sem engajamento profundo; a pergunta é a seguinte: vc não tem sequer uma ponta de otimismo em relação a um posicionamento pacífico na busca da Paz, seja a urbana, seja a dos países e a dos povos? Latuff é um pessimista?
Latuff - Te respondo com outras perguntas: houve paz em algum período da história humana? Em que momento da humanidade o homem deixou de matar outro por interesses pessoais ou corporativos? O que é mais lucrativo, a paz ou a guerra?Tem quem acredite num novo homem fruto da tão esperada revolução. Mas amigo, a questão é que, o processo de conscientização das pessoas é mais lento que o processo de destruição do meio ambiente. Se algum dia o ser humano estiver prontinho para a revolução, vai beber e respirar o que?Talvez, eu repito, talvez, a única chance de sobrevivência seja a derrubada da hegemonia masculina na terra. Parafraseando o psicoterapeuta José Angelo Gaiarsa em seu livro "O que é pênis": "Ou o homem aprende sua posição de satélite e servidor da mulher (e da criança, e da espécie), ou receio que seu último ato de exibição seja a destruição da raça e do planeta."
Novae - Gostaria de fazer um gancho com os cartunistas que atuam na mídia de massa no Brasil, nos grandes jornais e TV, que ignoram o noticiário internacional, principalmente o massacre dos povos. Como o vc analisa este vazio? Como vc vê essa "alienação" de outros cartunistas a estes assuntos? Você acha que os meios de comunicação de massa temem publicar charges como as de Latuff pois isso contraria interesses?
Latuff - É preciso entender a que servem os jornais na teoria e na prática. Se o editor-chefe de um jornal de grande circulação for entrevistado, ele certamente vai falar dos princípios básicos do jornalismo, imparcialidade, credibilidade, seriedade, blá, blá, blá. Mas, e a prática, como fica? Quando a capa da revista Veja se refere ao MST como "tática da baderna", a Globo edita o debate entre Lula e Collor, comentaristas na TV e colunistas nos jornais defendem as privatizações, percebe-se uma intenção doutrinária e não informativa por parte da imprensa.Se bem me lembro, Chico Caruso publicou uma charge durante o primeiro turno das eleições presidenciais, quando Roseana Sarney era a queridinha da mídia, em que ela e José Serra estavam numa gangorra. O rosto de Serra tinha sido caricaturado como sempre, com traços grotescos. Mas Roseana não. Chico a poupou. Ao invés de desenhar seu rosto de maneira caricata, o cartunista preferiu simplesmente colar uma foto sorridente dela. Será que o experiente Chico Caruso desaprendeu subitamente a caricaturar rostos femininos? Será que era preciso "pegar leve" com a candidata, já que naquele momento específico, era tida como a preferida da direita?"Manda quem pode, obedece quem tem juízo." Para os cartunistas que trabalham no "mainstream" essa é uma lógica preciosa.
Novae - Seu trabalho é todo distribuído pela rede dentro do conceito copyleft. Na sua opinião onde reside a importância desta forma de distribuição?
Latuff - Sendo um trabalho essencialmente político-social, meu interesse é que a mensagem contida nas imagens chegue a um sem número de seres humanos. Portanto, qualquer restrição a circulação livre destas gravuras seria contra-producente. Por isso liberei os direitos de reprodução pois meu interesse nesse caso não são os "royalties" e sim a propagação de idéias.
Novae - Qual a relação que você vê entre ativismo e arte?
Latuff - Arte não tem de ser necessariamente engajada, mas o artista consciente percebe que não é um indivíduo solto pelo mundo, livre de responsabilidade social. E se o que de melhor ele tem a oferecer é a sua arte, então ele pode tanto produzir arte pela arte como arte para a mudança.
Novae - Qual a sua maior utopia?Latuff - Não tenho nenhuma. Faço o que tenho de fazer, mas acredito que a maior glória desse sistema patriarcal capitalista será levar a todos nós pro saco!Novae - O que significa na sua opinião a Internet?
Latuff - Uma Ferrari. Pode-se percorrer grandes distâncias num curto espaço de tempo nela, ou somente usá-la como varal pra pendurar cuecas molhadas. A Internet é o que você faz dela. Melhor aproveitar enquanto ela é ainda livre...
Saiba mais:
Carta de apoio a ocupação da USP
Carta de apoio a ocupação da USP
Latuff na rede:
va - Palestine - Music Of The Intifada
,



01. Sabaya Al Intifada - Min Al Mukhayyam Toulad Al Ru’ayaمن المخيم تولد الرؤيا
02. In A’d Rifaki - Al Raba’yyeالرابعة..
03. In A’d Rifaki - Al Kassam Al Filistiniالقسم الفلسطيني..
04. Al-Amal Ashabi - Jirah Lan Tamout
جراح لن تموت..05. Abnaa El-Balad - Ajrass Al Intisarاجراس الانتصار..
06. Palestinian Student Karmel Group - Al Intifada Was Jabal Al Thawra
الانتفاضة و جبل الثورة..07. In A’d Rifaki - Kulluna Fil Tareeqكلنا في الطريق..
08. Palestinian Student Karmel Group - Watani Laysa Hakibaوطني ليس حقيبة..
09. Muhiddine Al Bagdadi - Al Fajirالفجر..
10. Sabaya Al Intifada - Jabal Al Zaytounجبل الزيتون..
11. Al-Amal Ashabi - Bism Ilhurriya
باسم الحرية..12. Sabaya Al Intifada - Ummi Al Habiba
امي الحبيبة..13. Muhiddine Al Bagdadi - Al Hegran
الهجران..14. In A’d Rifaki - In A’d Rifakiان عاد رفاقي.
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Al-Yaman - Hurriya

[.01.] Alwan
[.02.] Dhykrayat
[.03.] The Proplet
[.04.] Muashahat
[.05.] Ya-Bashar
[.06.] Gurba
[.07.] Ya-Helw
[.08.] Gusun al-Gana
[.09.] Habibi rah
[.10.] Dunya
[.11.] Allah Wahed
[.12.] Hurriya
[.13.] Ya-Helw (Hypnotik remix)
[.14.] Gusun al-Gana (Transglobal Underground remix)
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va - Palestinian Sounds (A compilation of music & songs from Palestine)

Melodies and Artists :
01.] Initiation of Ecstasy - El-Funounبداية التجلي - فرقة الفنون الشعبية الفلسطينية[.
02.] The Gypsy - Sabreenالنوري - صابرين[.
03.] Son of the South - Abado & Co
ابن الجنوب - عبادو والمجموعة[.04.] Longa Hijaz Kakurd - Oriental Music Ensembleلونغا حجاز كاركرد - فرقة الموسيقى الشرقية[.05.] Ouf - A'raasأوف - أعراس[.
06.] Dal'onah - El-Funounدلعونا - فرقة الفنون الشعبية الفلسطينية[.
07.] Ya Hala - Mustafa al Kurdيا هلا - مصطفى الكرد[.
08.] Ashiqa - Washemعاشقة - وشم[.
09.] Music of an ordinary day - Odeh Turjman
موسيقى يوم عادي - عودة ترجمان[.10.] Nojoum (Stars) - Al Bara'emنجوم - البراعم[.
11.] Hub (Love) - Yoadحب - يعاد[.
12.] The Dream - Rim Bannaالحلم - ريم بنا[.
13.] Sirto & Longa - K. Jurban & A. Khatibسيرتو ولونغا - خالد جبران واحمد الخطيب[.
14.] Balad El Mahboub - Oriental Music Ensemble
بلد المحبوب - فرقة الموسيقى الشرقية[.15.] The White Nile - Karloma
النيل الأبيض - كرلمة[.16.] A Letter from an Exiled – Sabreenرسالة مبعد - صابرين.
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va - PER PALESTINA (2003)
01. Ventilaor Rumba 80 - Ojos de Brujo
02. El camí - Dusminguet
03. A Tulawin - Idir
04. Arma2filo - Macaco
05. Sense terra - Obrint pas
06. Beti izango dugu Bilbao - Fermín Muguruza
07. Siempre - Amparanoia
08. Flowers for Filastin - Al Mukawama
09. Put it on - Manu Chao
10. Las olas del mar - Samsara
11. El día - Cheb Balowski
12. Born to be alive - Dr. Calypso
13. Veïna - Pomada
14. Charla Town - Gnawa Diffussion
15. La kofía - Mundo Moco
16. Palestina - Lluis Llach
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
DAM - Dedication (2006) [Palestine]

tracks :
02-I Don't Have Freedom
03-Change Tomorrow
04-Flower (Slang For A Brother)
05-Revolution 06-My Lady
07-Freedom For My Sisters
08-It's DAM
09-Love Us And Buy Us
10-My Hood
11-A Love Story
12-Stranger In My Own Country
13-Words
14-Driver Of Fate
15-Dedication
"Meen Erhabe?", ou "Quem é o terrorista?" é o nome de uma das músicas do grupo de hip hop árabe DAM fundado no ano de 1998 em Israel por 3 palestinos: Suhell Nafar, Mahmood Jrere e Tamer Nafar. O nome do grupo é uma abreviação de "Da Arabic MC´s" e possui ainda dois outros significados dependendo da língua: Em árabe significa "eternidade" e em hebreu, "sangue".
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Você nos mata assim como matou nossos antepassados
Você quer que eu recorra à lei?
Para quê?
Se tu és a testemunha, o advogado, e o juiz
Serei condenado à morte
Você nos quer como minoria?
Para acabar como a maioria no cemitério?
Em seus sonhos!!
És uma democracia?
Na verdade, és mais parecido com os nazistas!
Seus inúmeros violadores da alma árabe
Finalmente a impregnaram
E ela deu a luz a seu filho
Seu nome: homem-bomba
E agora você o chamá de terrorista?
Você me ataca, e ainda reclama
Quando o lembro que foi você quem me atacou
Você me silencia e grita:
"Como você permite que suas ciranças nos atirem pedras
Não têm pais para mante-los em casa?"
Quais?
Você se esquece que nossos pais estão enterrados sob os escombros de nossas casas?
E agora, enquanto a minha agonia é tão imensa
Você me chama de terrorista?
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Por que terrorista?
Porque meu sangue não é calmo… ele é ebulição
Porque eu matenho minha cabeça erguida pela minha terra
Você matou meu entes queridos
Agora estou sozinho
Meus pais expulsos
Mas vou continuar a gritar
Eu não sou contra a paz
A paz é contra mim
Ela vai me destruir
Você não pode ouvir a nossa voz
Você nos silenica e nos degrada
E quem é você?
E quando você se tornou governante?
Veja agora os muitos que matou
E quantos órfãos você fez
Nossas mães estão chorando
Nosso pais estão angústiados
Nossa terra está desaparecendo
E eu vou dizer-lhe quem é você:
Você cresceu na bonança
Nós crescemos na pobreza
Quem cresceu com a liberdade?
E que cresceu em concentrações?
Nossa luta é por liberdade
Mas você faz dela crime
E você o terrorista!
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Quando vou parar de ser um terrorista?
Quando você me pressiona e quer minha outra face
Como você espera que eu agradeça a alguém que me prejudicou?!
Diga-me! Como você quer eu seja?
Ajoelhou-me com as minhas mãos atadas,
Meus olhos para o chão
Rodeado de corpos
Casas destruídas
Famílias expulsas
Nossas crianças órfãs
A nossa liberdade encarcerada.
Você oprime
Você mata
Nós enterrarmos
Continuaremos pacientes
Superaremos a dor
O mais importante para você é se sentir seguro
Basta relaxar e nos deixar com nossa dor
Você vê nosso sangue como o de cães
NÃO MESMO
Cães quando morrem recebem sua simpatia
Nosso sangue não é tão valioso como o dos cães
Meu sangue é precioso
E vou continuar me defendendo
Mesmo se você me chamar de terrorista
Quem é o terrorista?! Quem é o terrorista?! Quem é o terrorista?!
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Você nos mata assim como matou nossos antepassados
Você quer que eu recorra à lei?
Para quê?
Se tu és a testemunha, o advogado, e o juiz
Serei condenado à morte
Você nos quer como minoria?
Para acabar como a maioria no cemitério?
Em seus sonhos!!
És uma democracia?
Na verdade, és mais parecido com os nazistas!
Seus inúmeros violadores da alma árabe
Finalmente a impregnaram
E ela deu a luz a seu filho
Seu nome: homem-bomba
E agora você o chamá de terrorista?
Você me ataca, e ainda reclama
Quando o lembro que foi você quem me atacou
Você me silencia e grita:
"Como você permite que suas ciranças nos atirem pedras
Não têm pais para mante-los em casa?"
Quais?
Você se esquece que nossos pais estão enterrados sob os escombros de nossas casas?
E agora, enquanto a minha agonia é tão imensa
Você me chama de terrorista?
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Por que terrorista?
Porque meu sangue não é calmo… ele é ebulição
Porque eu matenho minha cabeça erguida pela minha terra
Você matou meu entes queridos
Agora estou sozinho
Meus pais expulsos
Mas vou continuar a gritar
Eu não sou contra a paz
A paz é contra mim
Ela vai me destruir
Você não pode ouvir a nossa voz
Você nos silenica e nos degrada
E quem é você?
E quando você se tornou governante?
Veja agora os muitos que matou
E quantos órfãos você fez
Nossas mães estão chorando
Nosso pais estão angústiados
Nossa terra está desaparecendo
E eu vou dizer-lhe quem é você:
Você cresceu na bonança
Nós crescemos na pobreza
Quem cresceu com a liberdade?
E que cresceu em concentrações?
Nossa luta é por liberdade
Mas você faz dela crime
E você o terrorista!
Quem é o terrorista?
Eu sou o terrorista!?
Como sou eu o terrorista quando é você que tomou minha terra?
Quem é o terrorista?
Você é o terrorista!
Você tomou tudo o que me pertencia enquanto eu vivia em meu lar.
Quando vou parar de ser um terrorista?
Quando você me pressiona e quer minha outra face
Como você espera que eu agradeça a alguém que me prejudicou?!
Diga-me! Como você quer eu seja?
Ajoelhou-me com as minhas mãos atadas,
Meus olhos para o chão
Rodeado de corpos
Casas destruídas
Famílias expulsas
Nossas crianças órfãs
A nossa liberdade encarcerada.
Você oprime
Você mata
Nós enterrarmos
Continuaremos pacientes
Superaremos a dor
O mais importante para você é se sentir seguro
Basta relaxar e nos deixar com nossa dor
Você vê nosso sangue como o de cães
NÃO MESMO
Cães quando morrem recebem sua simpatia
Nosso sangue não é tão valioso como o dos cães
Meu sangue é precioso
E vou continuar me defendendo
Mesmo se você me chamar de terrorista
Quem é o terrorista?! Quem é o terrorista?! Quem é o terrorista?!
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