Todos os governos são erguidos sobre mentiras. Todas as organizações são erguidas sobre mentiras.
Quem são os malucos antidrogas? De onde vêm?
Fato: a cannabis é uma das melhores drogas para combater a náusea, aumenta o apetite e o bem-estar.
Também estimula os centros visuais cerebrais. Já tive tantas imagens ótimas conseguidas com cannabis. Na minha época de saladas, eu usava só ela, e que realizações consegui! ("E que acasalamentos!", como exclamou um crítico francês admirado.)
Algumas tragadas na teta verde e consigo enxergar múltiplas saídas e caminhos. Então por que tanta repressão a essa substância inofensiva e prazerosa?
Quem é você, para quem a verdade é tão perigosa? O que é a verdade? Algo imediatamente percebido como sendo a verdade.
Onde estão a cavalaria, a nave espacial, o esquadrão de resgate? Fomos abandonados aqui neste planeta governado por filhos da puta mentirosos, de poder cerebral modesto. Sem sentido. Nem uma minúscula fração de boas intenções. Filhos da puta mentirosos.
1. Revelation (Intro) (0:33). 2. Unanswered (2:06). 3. Hands Of A Killer (4:03). 4. The Price Of Beauty (2:36). 5. The Fallen (3:55). 6. No Pity For A Coward (3:01). 7. The Disease (4:11). 8. Bludgeoned To Death (2:09). 9. Girl Of Glass (2:25). 10. In A Photograph (4:19). 11. Eyes Sewn Shut (2:49). 12. Green Monster (5:38). 13. Destruction Of A Statute (Hidden Track) (3:31).
Tracklist: 01. The Effects 02. Prai$€ the £ord 03. Blind 04. Units 05. Corponation 06. Colonies 07. Poor 08. Days to Kill 09. Deceit 10. Caste System 11. Alternews 12. Simplicity 13. Enigma 14. Decimate 15. Victims 16. Sold Out 17. Feet First 18. Trust
Os monumentos arquitetônicos do poder são ocos e vazios, e funcionam agora apenas como casamatas para os cúmplices e complacentes. São lugares bem guardados que revelam apenas vestígios de poder. E como toda arquitetura monumental, silenciam a resistência e a indignação através de sinais de resolução, continuidade, coisificação e nostalgia. (...) Não apenas a polícia, mas criminosos, viciados e mesmo os sem-teto estão sendo usados como destruidores do espaço público. A aparência da plebe, junto com o espetáculo da mídia, permitiu que as forças da ordem construíssem a percepção histérica de que as ruas são perigosas, insalubres e inúteis. A promessa de segurança e familiaridade atrai hordas de ingênuos para espaçoes públicos privatizados como os shopping centers. O preço dessa proteção é a renúncia à soberania individual. Ninguém, além da mercadoria, tem direitos no shopping center. As ruas em particular e os espaços públicos em geral estão em ruínas. (...) A resistência ao poder deve se dar no ciberespaço e não no espaço físico. O jogador pós moderno é um jogador eletrônico. Um pequeno mas coordenado grupo de hackers poderia introduzir virus e bombas eletrônicas em bancos de dados, programas e redes de autoridade, colocando a força destrutiva da inércia contra o domínio do Estado.
1 Miracle 2 Le Chant Des Bombes 3 Devil Game 4 La Langue 5 La Cause (Ft. Keny Arkana) 6 Peine De Vie 7 Roof On Fire 8 Little Face 9 A Table 10 Fievre De L`exil (We commin' rougher)(Feat. Eugene de Gogol Bordello) 11 No Backy Ards 12 Climax
1. Not For Nothing 2. Jog On 3. Bay vs. Leonard 4. Felicitation 5. Martyr Dub 6. Regression Line 7. Who Wants to Die 8. Respite 9. No Flag 10. The Midnight Rider 11. Safe and Sane 12. Agonist 13. Fuck What You Heard 14. Funishment
Roll up, roll up - Ladies and gentlemen, garotas e garotos, amigos e amigas: bem vindos ao único, ao inesperado, ao paradoxal, ao grotescamente belo, ao novo e inútil mundo do Clandestine Insurgent Rebel Clown Army (Exército Insurgente Clandestino de Palhaços Rebeldes).
Somos clandestinos por recusarmos o espetáculo e porque somos qualquer pessoa. Porque sem nomes reais, rostos e narizes, mostramos que nossas palavras, sonhos e desejos são mais importantes do que nossas biografias. Porque nós recusamos a sociedade da vigilância: que observa, controla, espiona, registra e acompanha cada um de nossos movimentos. Porque ao esconder nossa identidades nós recuperamos o poder de nossos atos. Porque caracterizados nós resistimos de uma forma engraçada e nos tornamos visíveis.
Somos insurgentes por termos surgido do nada e estarmos em todos os lugares. Porque idéias podem ser ignoradas mas não censuradas, e uma insurreição da imaginação é irresistível. Porque sempre que caímos nós nos levantamos de novo, de novo e de novo, sabendo que nada se perde historicamente, nada é finito. Porque a história se projeta em linha reta, mas surge como a água: às vezes escorrendo em espiral, às vezes pingando, fluindo ou inundando tudo - sempre irreconhecível, inesperada, incerta. Porque a chave da insurreição é o improviso, não meras reproduções baratas.
Somos rebeldes por amarmos mais a vida e a felicidade do que a 'revolução'. Porque nenhuma revolução se completa e as rebeliões são eternas. Porque não queremos mudar 'o' mundo mas sim 'nossos' mundos. Porque sempre iremos desertar e desobedecer àqueles que abusam e acumulam poder. Porque rebeldes transformam tudo: como vivem, criam, comem, riem, brincam, aprendem, trocam, ouvem, pensam e acima de tudo a forma como se rebelam.
Somos palhaços, afinal o que mais seríamos nesse mundo estúpido? Dentro de cada um de nós há um palhaço tentando se rebelar. Porque nada afeta mais as autoridades do que ridicularizá-las. Porque os idiotas são temíveis e inocentes, espertos e estúpidos, entertainers e dissidentes, curandeiros e subversivos. Porque um palhaço sobrevive a tudo e sempre se sai bem.
Somos um exército por vivermos num planeta em permanente guerra - a guerra do dinheiro contra a vida, o lucro contra a dignidade, o progresso contra o futuro. Porque uma guerra que se alimenta de sangue & morte e caga dinheiro & toxinas merece um corpo obsceno de soldados contestadores. Porque apenas um exército pode declarar uma guerra absurda contra uma guerra absurda. Porque o combate requer solidariedade, disciplina e comprometimento. Porque palhaços sozinhos são figuras patéticas, porém em grupos, brigadas ou batalhões são extremamente perigosos. Somos um exército por estarmos putos: onde as bombas falharem nós vamos rir e os ridicularizar. E nossas risadas precisam de eco.
Somos CIRCA por sermos próximos e ambivalentes, por estarmos no mais poderoso lugar: entre a ordem e o caos.
Track list: 1. Bienvenidos 2. Todo 3. Dignos de un destino 4. Somos lo que somos 5. Todo el mundo gritando 6. Lo más grande 7. Juanita Kalamidad 8. Éxito 9. Oye ke rico 10 Genesis 11. Unika salida con Nomah y lexa 12. Rap swing 13. 13 Razones 14. Algo de comprensión 15. El fin + temas extra 16. Puro style 17. Duelo de titanes
01 - décimas improvisadas 02 - profundos asuntos / con maca 03 - respétala / con 9milimeter - zanaz 04 - el cabro que enloqueció por ser hip-hop 05 - motín en la sala / con subverso 06 - factor erre / con subverso 07 - el idio sincrasia 08 - carta para ella / con pancho - ayun 09 - del mensaje a la acción 10 - en la micro / con bufonk 11 - herminda de la victoria / con piri 12 - oráculo 13 - manos abiertas 14 - amigo 15 - reflejos de lejos / con saray y naomy download :http://www.megaupload.com/?d=LTKD5VW0
01. INTRODUCCIÓN VHS 02. THE DRUMAN SHOW 03. LUCHA DE CLASES - INTERLUDIO 1 con PORTAVOZ 04. ANSIEDAD POR ESCRIBIR con MENTE SABIA CRU & PORTAVOZ 05. PANDEMIA CAPITALISTA con SR. DAFOS 06. 4 PIES 07. VOLUNTAD 08. LA REBELIÓN DE LAS CARICATURAS 09. VOLVEREMOS - INTERLUDIO 2 10. UNA REUNIÓN MÁS con SR. DAFOS 11. ILUSIÓN con KANAKA 12. INTERLUDIO 3 con DJ. SEEALL 13. LA ÚLTIMA CENA con SR. DAFOS 14. EL AGUA VENCE A LA PIEDRA - OUTRO con SR. DAFOS download :http://rs97.rapidshare.com/files/33051280/Klaroscuro_-_El_agua_vence_a_la_piedra_2007.rar
01 - Imperdonables 02 - Sangre, sudor y furia 03 - El dinero 04 - El impacto 05 - Puede ser 06 - Los 6 fantasticos 07 - Asi es mi vida 08 - El robo 09 - Tragos del ayer 10 - Nalp-Le 11 - Tiempos dificiles 12 - T.N.T. 2 Mil5 13 - XXL 14 - Los 6 fantastico [Mix]
01 Por siempre 02 Adicto al peligro 03 Factor sorpresa 04 Trafico de money 05 Skit 01 06 El patron 07 Nocturno 08 El juego de la vida 09 Ilegal 10 Skit 02 (En la calle) 11 El allegado 12 Vamos a ver 13 Mr. Villalba ($ucio parte II) 14 Skit 03 15 La ciudad de la sospecha 16 Thug Musika 17 Bandolero style
A contracultura é um movimento que tem seu auge na década de 60, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e com ele novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumindo como uma cultura underground, culturaalternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano. Surgiu então a contracultura que pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na cultura ocidental. Justamente por causa disso, são pessoas que costumam se excluir socialmente e alguns se negam a se adaptarem as visões aceitas pelo mundo. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais –- como a religiosa e a familiar --, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos. Na década de 1950 surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos da contra cultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico. Na década de 1960 o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura ja existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão". O principal marco histórico da cultura "hippie" foi o "Woodstock," um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento. “De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de rebelião da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento hippie, a música rock, uma certa movimentação nas universidades, viagens de mochila, drogas e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social.” (Pereira, 1992, p. 20). A partir de todos esses fatos era difícil ignorar-se a contracultura como forma de contestação radical, pois rompia com praticamente todos os hábitos consagrados de pensamentos e comportamentos da cultura dominante, surgindo inicialmente na imprensa foi ganhando espaço no sentido de lançar rótulos ou modismos. É vital a importância dos meios de comunicação de massa para configurar a contracultura: “pela primeira vez, os sentimentos de rebeldia, insatisfação e busca que caracterizam o processo de transição para a maturidade encontram ressonância nos meios de comunicação” (Carvalho, 2002, p. 7). O que marcava a nova onda de protestos desta cultura que começava a tomar conta, principalmente, da sociedade americana era o seu caráter de não-violência, por tudo que conseguiu expressar, por todo o envolvimento social que conseguiu provocar, é um fenômeno verdadeiramente cultural. Constituindo-se num dos principais veículos da nova cultura que explodia em pleno coração das sociedades industriais avançadas. O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu. Por contracultura, segundo Pereira, pode-se entender duas representações até certo ponto diferentes, ainda que muito ligadas entre si: Finalmente, esta ruptura ideológica do establishment, a que se se convencionou chamar de contracultura, modificou inexoravelmente o modo de vida ocidental, seja na esfera social, com a gênese do Movimento pelos Direitos Civis; no âmbito musical, com o surgimento de gêneros musicais e organização de festivais; e na área política, como os infindos protestos desencadeados pela beligerância ianque. Pode-se citar ainda o movimento estudantil Maio de 68, ocorrido na França, além da Primavera de Praga, sucedida na Tchecoslováquia no mesmo ano. Pereira (1992) assevera que é difícil negar que a contracultura seja a última –- pelo menos até agora -– grande utopia radical de transformação social que se originou no Ocidente.
01. Mundo De Mentiras 02. Fabricantes De Miedo 03. Humanimal Planet 04. Palabras Muertas 05. Eterno Presente 06. Inroitus 07. Noche Oscura Del Alma 08. Camino A La Unidad 09. Todos Somos Uno 10. Promesas Lejanas 11. Suenos Inducidos
Tracklist: 1. If I Could first dream 5:53 2. Nasty Habit second dream 5:49 3. The Tide third dream 5:54 4. Promises fourth dream 6:15 5. An End fifth dream 5:21 6. Your God sixth dream 5:32 7. Feel seventh dream 6:46 8. Full of Life eight dream 5:38 9. Darkness ninth dream 5:31 10. Passion last dream 7:52 11. Feel! remix by:SITD: (bonus) 4:38 12. Feel! remix by Noisuf-x (bonus) 5:37 13. Feel! remix by Die Krupps (bonus) 5:59
Em 1996, os zapatistas, mesmo temendo que ninguém aparecesse, lançaram um chamado para um encontro internacional de ativistas e intelectuais em Chiapas, com o intuito de se discutir estratégias comuns, problemas e soluções. Seis mil pessoas atenderam ao chamado, e passaram dias conversando e compartilhando suas histórias de luta contra o inimigo comum: o capitalismo. A este se seguiu no ano seguinte um encontro na Espanha, onde a idéia de uma campanha global mais concreta, chamada Ação Global dos Povos, foi parida por um grupo formado por dez dos maiores e mais inovadores movimentos sociais, incluindo o Movimento Sem Terra brasileiro e o Sindicato dos Agricultores do Estado de Karnataka (KRRS), dos agricultores radicais da Índia. Quatro "pontos de partida" foram propostos por esse grupo (que veio a ser o comitê convocado e da AGP, papel que seria rotativo anualmente) na perspectiva de juntar pessoas em tomo de princípios comuns. Eles eram: 3 Trecho do artigo Our Resitance Is As Transnational As Capital, originalmente publicado na revista Inglesa Do or Die! n. 8. e posteriormente publicado no livro Reflections on J1B do RTS de Londres.
“Uma rejeição explícita das instituições que as multinacionais e os especuladores construíram para tomar o poder das pessoas, como a OMC e outros acordos de liberalização do comércio (como a APEC4, a UE5, a 6NAFTA etc.)7”; “Uma atitude de confronto, uma vez que não achamos que tentar influenciar e participar possa ter um grande impacto nessas viciadas e antidemocráticas organizações, nas quais o capital transnacional é o único verdadeiro orientador das políticas”; "Uma chamada para a desobediência civil não-violenta e a construção de alternativas locais pelas comunidades locais, como resposta para a ação dos governos e das corporações8”; “Uma filosofia organizacional baseada na descentralização e autonomia”.
Em fevereiro de 1998, a Ação Global dos Povos nasceu. Pela primeira vez os movimentos populares do mundo estavam começando a conversar e trocar experiências, sem a mediação de Organizações Não-Governamentais, e a primeira conferência da AGP teve lugar em Genebra (Suíça) - lar da tão odiada OMC. Mais de 300 delegados de 71 países foram a Genebra para compartilhar sua raiva pelo domínio corporativo. Das comunidades Uwa, passando pelos Funcionários do Correio Canadense, Reclaim The Streets, militantes antinuclear, agricultores franceses, ativistas Maori e Ogoni, sindicalistas coreanos, Rede de Mulheres Indígenas da América do Norte, aos ambientalistas ucranianos, todos estavam lá para formar "um instrumento global para comunicação e coordenação de todos aqueles que lutam contra a destruição da humanidade e do planeta pelo mercado global, enquanto constroem alternativas locais e poderes populares”. 4 Associação de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacifico. (N.T.) 5 União Européia. (N.T.) 6 Acordo de Livre Comércio da América do Norte. (N.T.) 7 “Na Conferencia Internacional da AGP, realizada em setembro de 2001 em Cochabamba, alguns princípios da AGP, assim como o manifesto, foram modificados, dando-lhes um caráter explicitamente anticapitalista. O princípio citado passou a ser desde então: “Uma rejeição explicita do feudalismo, do capitalismo e do Imperialismo; de todos os acordos, instituições e governos que promovem a globalização destrutiva”(N.T.) 8 Após a III Conferencia da AGP, este principio foi modificado e passou a ser: "Uma chamada à ação direta e desobediência civil, ao apoio às lutas dos movimentos sociais. propondo formas de resistência que maximizem o respeito pela vida e pelos direitos dos povos oprimidos, assim como pela construção de alternativas locais ao capitalismo global': Foi retirado o temo "nao-violenta", uma vez que dizia respeito muito mais a uma cultura de ativismo influenciada por Gandhi e quase exclusivamente presente no Norte. também devido às diferentes concepções de "não-violência" existentes em diferentes regiões, e para evitar uma divisão no movimento e criminalização de uma parte dele com base na dicotomia violência / não-violência. (N.T.) Um dos participantes falou deste evento inspirador: "É difícil descrever o calor e a profundidade dos encontros que tivemos aqui. O inimigo global é relativamente bem conhecido, mas a resistência global que ele enfrenta raramente passa através do filtro da mídia. E aqui encontramos pessoas que paralisaram cidades inteiras no Canadá com greves gerais, que arriscaram suas vidas para obter a posse de terra na América Latina, que destruíram a sede da Cargill na Índia ou o milho transgênico da Norvatis na França. As discussões, os planos concretos de ação, as histórias de batalhas, as personalidades, a entusiástica hospitalidade dos squatters9 de Genebra, o tom apaixonado das mulheres e homens encarando a policia do lado de fora do prédio da OMC, todos selaram uma aliança entre nós. Espalhados no mundo novamente, não esqueceremos. Permanecemos juntos. Esta é nossa luta comum". Um dos objetivos concretos da conferência era coordenar ações contra dois eventos de importância global que aconteceriam em maio daquele ano, a reunião do G-8 (um evento anual), dos lideres das oito nações mais industrializadas, que teria lugar em Birmingham (Grã-Bretanha), e a segunda reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio que ocorreria um dia depois em Genebra. Por quatro dias consecutivos em maio de 1998, atos de resistência ecoaram em volta do planeta. Em Hyderabad, Índia, 200 mil agricultores clamaram pela morte da OMC, em Brasília agricultores sem-terra e trabalhadores desempregados juntaram for-ças e 50 mil deles foram às ruas, mais de 30 festas Reclaim The Streets10 ocorreram em diversos locais, indo da Finlândia, passando por São Francisco, Toronto, Lion e Berlim. Em Praga, ocorreu a maior mobílização desde a Revolução de Veludo em 1989, trazendo milhares de pessoas às ruas para uma festa móvel que terminou com vários Mc Donald's recebendo um “novo design” e com batalhas com a policia, Enquanto isso, no Reino Unido 5 mil pessoas paralisavam o centro de Birmingham enquanto os lideres do G-8 escapavam da cidade para um resort local, a fim de continuarem sua reunião em um lugar mais tranqüilo, No dia seguinte as ruas de Genebra explodiram. O G-8 e muitos outros lideres mundiais convergiram lá para a reunião ministerial da OMC, e para celebrar o qüinquagésimo aniversário do Acordo Geral de Comércio de Tarifas (GATT), o precursor da OMC. Mais de 15 mil pessoas de toda a Europa e muitos de outros continentes se manifestaram contra a tirania da OMC. Bancos tiveram suas janelas quebradas, o Mercedes do diretor-geral da OMC foi virado, e três dias com os maiores distúrbios já vistos em Genebra se seguiram. A poeira baixou, os lideres mundiais presos em sua casamata de vidro, ao lado do lago Genebra, produziram uma declaração dizendo que queriam que a OMC se tornasse "mais transparente"' Como se isso fizesse a menor diferença. 9 Pessoas que ocupam os squats. (N.T.) 10 O termo aqui se refere a uma mistura de carnaval e raves politizadas que ocupam as ruas. (N.T.)
O 18 DE JUNHO: CONTINUANDO A CONSTRUIR
Era óbvio que as coisas realmente estavam caminhando, e tínhamos que aproveitar o momento e construir algo em cima do sucesso das ações de maio. Mas como? Então veio a idéia, por que não atacar a jugular desta vez? Por que não visar o coração da besta, o núcleo pulsante da economia global, os distritos financeiros e bancários, a casa das máquinas de toda devastação ecológica e social? Dessa vez poderíamos fazer a coisa ser maior, melhor e até mesmo mais diversa... o desejo de fazer alguma coisa nessa pequena milha quadrada de propriedade, na porta de nossas casas, em Londres, o principal centro financeiro da Europa, e uma das mais antigas capitais e das mais poderosas regiões, provou ser forte. Tendo a tendência em acreditar na realidade de nossos desejos, não tínhamos como resistir à tentação. Assim, durante um dia quente de verão em junho de 1998, ocorreu uma troca de idéias entre um ativista do Reclaim The Streets e alguém do London Greenpeace (LGP - um coletivo anarquista que não é vinculado ao Greenpeace Internacional) que havia se engajado nas manifestações Stop the City durante os anos 80. Ficou claro que eles tinham idéias parecidas para um evento na City11: juntar todas as campanhas sobre temas específicos em torno do inimigo comum chamado capital. Uma data já havia sido marcada para uma reunião pública. O LGP sentia que era o momento certo para se lançar a esse audacioso alvo. O Stop the City foi resultado do vigor do movimento pacifista. Nos últimos anos o movimento ecológico de ação direta tem se fortificado, e parece haver uma irrupção da ação dos trabalhadores - as greves selvagens da linha de metrô Jubilee, e os trabalhadores da área da saúde de Tameside sendo dois exemplos. Festas de rua floresceram em todo país com milhares de pessoas adotando a ação direta, e havia a sensação de que existia vigor suficiente para levar a cabo uma ação tão ambiciosa e insolente. A idéia foi levada à reunião semanal do RTS e ao LGP. Pelo meio de agosto, a primeira de muitas reuniões públicas sobre o 18 de Junho teve lugar em um centro comunitário no centro de Londres. Assim como o RTS e o LGP, vários grupos estavam presentes, indo desde o Mexico Support Group, London Animal Action ao Mc Libel e ao Class War. Uma data foi definida, 18 de junho, que coincidiria com o encontro deste ano do G-8, sexta-feira portanto um dia de trabalho na City. (...)
“Respeito à lei, este é o cimento que mantém a estrutura do Estado. A lei é sagrada e aquele que a desafia é um criminoso". Sem crime não haveria Estado: o mundo da moral - ou seja, o Estado - está cheio de vagabundos, mentirosos, ladrões (...) O objetivo dos estados é sempre o mesmo: limitar o indivíduo, domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo.”
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