sexta-feira, 3 de julho de 2009

Governos de mentiras


Todos os governos são erguidos sobre mentiras. Todas as organizações são erguidas sobre mentiras.
Quem são os malucos antidrogas? De onde vêm?
Fato: a cannabis é uma das melhores drogas para combater a náusea, aumenta o apetite e o bem-estar.
Também estimula os centros visuais cerebrais. Já tive tantas imagens ótimas conseguidas com cannabis. Na minha época de saladas, eu usava só ela, e que realizações consegui! ("E que acasalamentos!", como exclamou um crítico francês admirado.)
Algumas tragadas na teta verde e consigo enxergar múltiplas saídas e caminhos. Então por que tanta repressão a essa substância inofensiva e prazerosa?
Quem é você, para quem a verdade é tão perigosa? O que é a verdade? Algo imediatamente percebido como sendo a verdade.
Onde estão a cavalaria, a nave espacial, o esquadrão de resgate? Fomos abandonados aqui neste planeta governado por filhos da puta mentirosos, de poder cerebral modesto. Sem sentido. Nem uma minúscula fração de boas intenções. Filhos da puta mentirosos.
William Burroughs

Blockheads - Shapes of Misery (2006)

Somente para fazer alguma afirmação clara, somos contra exploração, sexismo, racismo, pro-lifers, nacionalismo e fascismo.
01. Bow Down
02. Borders
03. Misery
04. Silent
05. Going East
06. Fuck Off and Die
07. Greed
08. Back to Dogma
09. Swallow Back
10. Social Fracture
11. Parasite
12. I've Been
13. Despair
14. Big Stick Politic
15. Stones of Gore
16. Burning Wife
17. Loser
18. Hopeless
19. No Better
20. Business Intelligence

Blockheads @MySpace


Suicide Silence - The Cleansing (2007)

1. Revelation (Intro) (0:33).
2. Unanswered (2:06).
3. Hands Of A Killer (4:03).
4. The Price Of Beauty (2:36).
5. The Fallen (3:55).
6. No Pity For A Coward (3:01).
7. The Disease (4:11).
8. Bludgeoned To Death (2:09).
9. Girl Of Glass (2:25).
10. In A Photograph (4:19).
11. Eyes Sewn Shut (2:49).
12. Green Monster (5:38).
13. Destruction Of A Statute (Hidden Track) (3:31).

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Badongo


Whorecore - Protection (2006)


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Rotten Sound - Cycles (2008)

Tracklist:
01. The Effects
02. Prai$€ the £ord
03. Blind
04. Units
05. Corponation
06. Colonies
07. Poor
08. Days to Kill
09. Deceit
10. Caste System
11. Alternews
12. Simplicity
13. Enigma
14. Decimate
15. Victims
16. Sold Out
17. Feet First
18. Trust

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Cyness - Loony Planet - Industreality (2004)

Tracks:
1. Lonely Planet
2. Alltagstrott
3. Worldsquatters And Lawfuckers
4. Hall Of Broken Dreams
5. Holy War
6. Godkiller
7. In Uniformen
8. Punkphase
9. 10 Weniger
10. Dauerbrenner
11. Mangla Som Agg
12. Patriottenidioten
13. Bush–Krieger
14. Brautshau
15. Leerlauf
16. 2 Wochen
17. Baumkonigin
18. Much Too Late
19. Gute Laune/Slechte Laune
20. 3.10
21. 200.000 Loser
22. Taghell
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HACKTIVISMO


Os monumentos arquitetônicos do poder são ocos e vazios, e funcionam agora apenas como casamatas para os cúmplices e complacentes. São lugares bem guardados que revelam apenas vestígios de poder. E como toda arquitetura monumental, silenciam a resistência e a indignação através de sinais de resolução, continuidade, coisificação e nostalgia. (...)
Não apenas a polícia, mas criminosos, viciados e mesmo os sem-teto estão sendo usados como destruidores do espaço público. A aparência da plebe, junto com o espetáculo da mídia, permitiu que as forças da ordem construíssem a percepção histérica de que as ruas são perigosas, insalubres e inúteis. A promessa de segurança e familiaridade atrai hordas de ingênuos para espaçoes públicos privatizados como os shopping centers. O preço dessa proteção é a renúncia à soberania individual. Ninguém, além da mercadoria, tem direitos no shopping center. As ruas em particular e os espaços públicos em geral estão em ruínas. (...)
A resistência ao poder deve se dar no ciberespaço e não no espaço físico. O jogador pós moderno é um jogador eletrônico. Um pequeno mas coordenado grupo de hackers poderia introduzir virus e bombas eletrônicas em bancos de dados, programas e redes de autoridade, colocando a força destrutiva da inércia contra o domínio do Estado.


Critical Art Ensemble, em Distúrbio Eletrônico

Watcha Clan - Diaspora Hi-Fi (A Mediterranean Caravan) (2008)

1 - Les Hommes Libres
2 - Goumari
3 - Ch’ilet La’yani
4 - Balkan Qoulou
5 - Tchiribim
6 - Marashtein
7 - Mean Diaspora
8 - Call of Hagar
9 - Les Courbes DeTon Corps
10 - Gypsy Sugar (Warhan Warhan)
11 - Eli
12 - Travellin’ Shoes
13 - La Patera
14 - Lei Le Ha
15 - Qued El Choulie

La Phaze - Miracle (2008)

1 Miracle
2 Le Chant Des Bombes
3 Devil Game
4 La Langue
5 La Cause (Ft. Keny Arkana)
6 Peine De Vie
7 Roof On Fire
8 Little Face
9 A Table
10 Fievre De L`exil (We commin' rougher)(Feat. Eugene de Gogol Bordello)
11 No Backy Ards
12 Climax

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Dub Trio - Another Sound Is Dying (2008)

1. Not For Nothing
2. Jog On
3. Bay vs. Leonard
4. Felicitation
5. Martyr Dub
6. Regression Line
7. Who Wants to Die
8. Respite
9. No Flag
10. The Midnight Rider
11. Safe and Sane
12. Agonist
13. Fuck What You Heard
14. Funishment


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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Clandestine Insurgent Rebel Clown Army (CIRCA)

Roll up, roll up - Ladies and gentlemen, garotas e garotos, amigos e amigas: bem vindos ao único, ao inesperado, ao paradoxal, ao grotescamente belo, ao novo e inútil mundo do Clandestine Insurgent Rebel Clown Army (Exército Insurgente Clandestino de Palhaços Rebeldes).
Somos clandestinos por recusarmos o espetáculo e porque somos qualquer pessoa. Porque sem nomes reais, rostos e narizes, mostramos que nossas palavras, sonhos e desejos são mais importantes do que nossas biografias. Porque nós recusamos a sociedade da vigilância: que observa, controla, espiona, registra e acompanha cada um de nossos movimentos. Porque ao esconder nossa identidades nós recuperamos o poder de nossos atos. Porque caracterizados nós resistimos de uma forma engraçada e nos tornamos visíveis.

Somos insurgentes por termos surgido do nada e estarmos em todos os lugares. Porque idéias podem ser ignoradas mas não censuradas, e uma insurreição da imaginação é irresistível. Porque sempre que caímos nós nos levantamos de novo, de novo e de novo, sabendo que nada se perde historicamente, nada é finito.
Porque a história se projeta em linha reta, mas surge como a água: às vezes escorrendo em espiral, às vezes pingando, fluindo ou inundando tudo - sempre irreconhecível, inesperada, incerta. Porque a chave da insurreição é o improviso, não meras reproduções baratas.

Somos rebeldes por amarmos mais a vida e a felicidade do que a 'revolução'. Porque nenhuma revolução se completa e as rebeliões são eternas. Porque não queremos mudar 'o' mundo mas sim 'nossos' mundos. Porque sempre iremos desertar e desobedecer àqueles que abusam e acumulam poder. Porque rebeldes transformam
tudo: como vivem, criam, comem, riem, brincam, aprendem, trocam, ouvem, pensam e acima de tudo a forma como se rebelam.

Somos palhaços, afinal o que mais seríamos nesse mundo estúpido? Dentro de cada um de nós há um palhaço tentando se rebelar. Porque nada afeta mais as autoridades do que ridicularizá-las. Porque os idiotas são temíveis e inocentes, espertos e estúpidos, entertainers e dissidentes, curandeiros e subversivos. Porque um palhaço sobrevive a tudo e sempre se sai bem.

Somos um exército por vivermos num planeta em permanente guerra - a guerra do dinheiro contra a vida, o lucro contra a dignidade, o progresso contra o futuro. Porque uma guerra que se alimenta de sangue & morte e caga dinheiro & toxinas merece um corpo obsceno de soldados contestadores. Porque apenas um exército
pode declarar uma guerra absurda contra uma guerra absurda. Porque o combate requer solidariedade, disciplina e comprometimento. Porque palhaços sozinhos são figuras patéticas, porém em grupos, brigadas ou batalhões são extremamente perigosos. Somos um exército por estarmos putos: onde as bombas falharem nós vamos rir e os ridicularizar. E nossas risadas precisam de eco.

Somos CIRCA por sermos próximos e ambivalentes, por estarmos no mais poderoso lugar: entre a ordem e o caos.

FUJA DO CIRCO
JUNTE-SE AO CIRCA

Anonimo Consejo - Hablando De Algo

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Arianna Puello - 13 Razones (2008)

Track list:
1. Bienvenidos
2. Todo
3. Dignos de un destino

4. Somos lo que somos
5. Todo el mundo gritando
6. Lo más grande
7. Juanita Kalamidad
8. Éxito
9. Oye ke rico
10 Genesis
11. Unika salida con Nomah y lexa
12. Rap swing
13. 13 Razones
14. Algo de comprensión
15. El fin
+ temas extra
16. Puro style
17. Duelo de titanes

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Salvaje Decibel - Poblacional (2007)

01. Salvaje Decibel - Introduaccion
02. Salvaje Decibel - Wena Wachos
03. Salvaje Decibel Ft Mc Unabez - Ralla
04. Salvaje Decibel - Tomen
05. Salvaje Decibel - Interludio Contracultura Hiphop
06. Salvaje Decibel - Casas Bajas [Poblacional]
07. Salvaje Decibel - Solo Somos
08. Salvaje Decibel Ft Pepo - No Hay Olvido
09. Salvaje Decibel - Interludio Raices
10. Salvaje Decibel - Lumpen
11. Salvaje Decibel Ft Guerrillero Okulto - Individual
12. Salvaje Decibel Ft Mc Unabez - Blablabrotas
13. Salvaje Decibel Ft Aerstame Y Piri - Tengo Un Sueño
14. Salvaje Decibel - Interludio Baladi
15. Salvaje Decibel - NAZIonalismo
16. Salvaje Decibel Ft Incognito - Flor
17. Salvaje Decibel Ft Mente Sabia Cru - Interferencia
18. Salvaje Decibel Ft Guerrillero Okulto - Autodefensa
19. Salvaje Decibel - Outro Pobla
.
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Guerrillerokulto - versos en resistencia (2004)

01 - décimas improvisadas
02 - profundos asuntos / con maca
03 - respétala / con 9milimeter - zanaz
04 - el cabro que enloqueció por ser hip-hop
05 - motín en la sala / con subverso
06 - factor erre / con subverso
07 - el idio sincrasia
08 - carta para ella / con pancho - ayun
09 - del mensaje a la acción
10 - en la micro / con bufonk
11 - herminda de la victoria / con piri
12 - oráculo
13 - manos abiertas
14 - amigo
15 - reflejos de lejos / con saray y naomy
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Klaroscuro - El agua vence a la piedra (2007)


01. INTRODUCCIÓN VHS
02. THE DRUMAN SHOW
03. LUCHA DE CLASES - INTERLUDIO 1 con PORTAVOZ
04. ANSIEDAD POR ESCRIBIR con MENTE SABIA CRU & PORTAVOZ
05. PANDEMIA CAPITALISTA con SR. DAFOS
06. 4 PIES
07. VOLUNTAD
08. LA REBELIÓN DE LAS CARICATURAS
09. VOLVEREMOS - INTERLUDIO 2
10. UNA REUNIÓN MÁS con SR. DAFOS
11. ILUSIÓN con KANAKA
12. INTERLUDIO 3 con DJ. SEEALL
13. LA ÚLTIMA CENA con SR. DAFOS
14. EL AGUA VENCE A LA PIEDRA - OUTRO con SR. DAFOS


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Sindicato Argentino del Hip Hop - Sangre, Sudor y Furia (2005)

01 - Imperdonables
02 - Sangre, sudor y furia
03 - El dinero
04 - El impacto
05 - Puede ser
06 - Los 6 fantasticos
07 - Asi es mi vida
08 - El robo
09 - Tragos del ayer
10 - Nalp-Le
11 - Tiempos dificiles
12 - T.N.T. 2 Mil5
13 - XXL
14 - Los 6 fantastico [Mix]

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LA ETNNIA - Por Siempre (2008)

01 Por siempre
02 Adicto al peligro
03 Factor sorpresa
04 Trafico de money
05 Skit 01
06 El patron
07 Nocturno
08 El juego de la vida
09 Ilegal
10 Skit 02 (En la calle)
11 El allegado
12 Vamos a ver
13 Mr. Villalba ($ucio parte II) 14 Skit 03
15 La ciudad de la sospecha
16 Thug Musika
17 Bandolero style


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quarta-feira, 1 de julho de 2009

PROVOS

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Contra Cultura

A contracultura é um movimento que tem seu auge na década de 60, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e com ele novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumindo como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano.
Surgiu então a contracultura que pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na
cultura ocidental. Justamente por causa disso, são pessoas que costumam se excluir socialmente e alguns se negam a se adaptarem as visões aceitas pelo mundo. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais –- como a religiosa e a familiar --, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos.
Na
década de 1950 surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos da contra cultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.
Na
década de 1960 o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura ja existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão".
O principal marco histórico da cultura "hippie" foi o "
Woodstock," um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento.
“De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de
rebelião da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento hippie, a música rock, uma certa movimentação nas universidades, viagens de mochila, drogas e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social.” (Pereira, 1992, p. 20).
A partir de todos esses fatos era difícil ignorar-se a contracultura como forma de contestação radical, pois rompia com praticamente todos os hábitos consagrados de pensamentos e comportamentos da cultura dominante, surgindo inicialmente na
imprensa foi ganhando espaço no sentido de lançar rótulos ou modismos.
É vital a importância dos meios de comunicação de massa para configurar a contracultura: “pela primeira vez, os sentimentos de rebeldia, insatisfação e busca que caracterizam o processo de transição para a maturidade encontram ressonância nos meios de comunicação” (Carvalho, 2002, p. 7).
O que marcava a nova onda de protestos desta cultura que começava a tomar conta, principalmente, da sociedade americana era o seu caráter de não-violência, por tudo que conseguiu expressar, por todo o envolvimento social que conseguiu provocar, é um fenômeno verdadeiramente cultural. Constituindo-se num dos principais veículos da nova cultura que explodia em pleno coração das sociedades industriais avançadas.
O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade
capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu.
Por contracultura, segundo Pereira, pode-se entender duas representações até certo ponto diferentes, ainda que muito ligadas entre si: Finalmente, esta ruptura ideológica do establishment, a que se se convencionou chamar de contracultura, modificou inexoravelmente o modo de vida ocidental, seja na esfera social, com a gênese do
Movimento pelos Direitos Civis; no âmbito musical, com o surgimento de gêneros musicais e organização de festivais; e na área política, como os infindos protestos desencadeados pela beligerância ianque. Pode-se citar ainda o movimento estudantil Maio de 68, ocorrido na França, além da Primavera de Praga, sucedida na Tchecoslováquia no mesmo ano. Pereira (1992) assevera que é difícil negar que a contracultura seja a última –- pelo menos até agora -– grande utopia radical de transformação social que se originou no Ocidente.

Cabaret Voltaire - Drinking Gasoline (1985)

Cabaret Voltaire - Drinking Gasoline (99mb)

Clock Dva - Thirst (1981)


Clock DVA - Thirst ( 81 * 99mb)

Das Ich - Cabaret (2006)



Hocico - Memorias Atras (2008)


Tracklisting CD1: Memorias Atrás:
1. A Fatal Desire
2. The Shape of Things to Come
3. Stop my Madness
4. About a dead
5. Fed Up
6. Metamorphous
7. Spirals of Time
8. Doomed to Perish
9. Blindfold
10. Taste the Waste
11. Drowning
12. Escapando de los recuerdos

Tracklisting CD2: The Day the World Stopped:
1. The Day the World Stopped
2. Poisoned and Silenced
3. The Shape of Things to Come (Rabia Sorda remix)
4. Blindfold (Spetsnaz remix)
5. Fed Up (Tannhauser remix)
6. A Fatal Desire (Life Cried remix)

Punto Omega - Noche Oscura Del Alma (2009)

01. Mundo De Mentiras
02. Fabricantes De Miedo
03. Humanimal Planet
04. Palabras Muertas
05. Eterno Presente
06. Inroitus
07. Noche Oscura Del Alma
08. Camino A La Unidad
09. Todos Somos Uno
10. Promesas Lejanas
11. Suenos Inducidos

download : http://www.mediafire.com/?zn5yo0mm1bk

Project Pitchfork - Dream Tiresias (2009)

Tracklist:
1. If I Could first dream 5:53
2. Nasty Habit second dream 5:49
3. The Tide third dream 5:54
4. Promises fourth dream 6:15
5. An End fifth dream 5:21
6. Your God sixth dream 5:32
7. Feel seventh dream 6:46
8. Full of Life eight dream 5:38
9. Darkness ninth dream 5:31
10. Passion last dream 7:52
11. Feel! remix by:SITD: (bonus) 4:38
12. Feel! remix by Noisuf-x (bonus) 5:37
13. Feel! remix by Die Krupps (bonus) 5:59

DOWNLOAD:
RAPIDSHARE PART 1
RAPIDSHARE PART 2

VA - Electronic Manifesto: French Tribute To Mute Records (2009)

01. Lyynk Feat. Xav Jenx - Waiting For The Night (Depeche Mode)
02. Commuter - Agent Orange (Depeche Mode)
03. Laag - Under The Flag (Fad Gadget)
04. Millimetric - Coco Pino (Feat. HIV Positive) (D.A.F.)
05. Cruise (CTRL) & HIV Positive - Los Ninхs Del Parque (Liaisons Dangereuses)
06. HIV Positive - Warm Leatherette (Club Amour Remix) (The Normal)
07. BAK XIII - Don't Go (Yazzo)
08. Lambwool Feat. Sonia S - Photographic (Depeche Mode)
09. Neon Cage Experiment Feat. Manouela - Blume (Einstuerzende Neubauten)
10. 9 Elma 9 Feat. Djee_Z - Mystere Dans Le Brouillard (Liaisons Dangereuses)
11. Brain Leisure - Love Parasites (Feat. Peter Rainman) (Fad Gadget)
12. Waeks (Miss Duckin' & Drop) - Tanz Mit Laibach (Laibach)
13. Skoyz - Join the Chant (Feat. Darkmen) (Nitzer Ebb)
14. Normotone - Double Barrel Prayer (Diamanda Gallas)
15. Missing in Action - Never Never (People Theatre Remix)
16. Trans Sex Club - Lady Shave (Fad Gadget)
17. Skoyz Vs. Void Kamp - Sato Sato (D.A.F.)

DEPOSITFILES-Part#1

DEPOSITFILES-Part#2

THE YOUNG GODS - Super Ready (Fragment)(2007)


01. I'M THE DRUG
02. FREEZE
03. C'EST QUOI C'EST ÇA
04. EL MAGNIFICO
05. STAY WITH US
06. ABOUT TIME
07. MACHINE ARRIERE
08. THE COLOR CODE
09. SUPER READY / FRAGMENTÉ
10. SECRET
11. EVERYTHERE
12. UN POINT C'EST TOUT


AGP E O INÍCIO...


AGP E O INÍCIO DOS
DIAS DE AÇÃO GLOBAL3


AÇAO GLOBAL DOS POVOS

Em 1996, os zapatistas, mesmo temendo que ninguém aparecesse, lançaram um chamado para um encontro internacional de ativistas e intelectuais em Chiapas, com o intuito de se discutir estratégias comuns, problemas e soluções. Seis mil pessoas atenderam ao chamado, e passaram dias conversando e compartilhando suas histórias de luta contra o inimigo comum: o capitalismo. A este se seguiu no ano seguinte um encontro na Espanha, onde a idéia de uma campanha global mais concreta, chamada Ação Global dos Povos, foi parida por um grupo formado por dez dos maiores e mais inovadores movimentos sociais, incluindo o Movimento Sem Terra brasileiro e o Sindicato dos Agricultores do Estado de Karnataka (KRRS), dos agricultores radicais da Índia.
Quatro "pontos de partida" foram propostos por esse grupo (que veio a ser o comitê convocado e da AGP, papel que seria rotativo anualmente) na perspectiva de juntar pessoas em tomo de princípios comuns. Eles eram:
3 Trecho do artigo Our Resitance Is As Transnational As Capital, originalmente publicado na revista Inglesa Do or Die! n. 8. e posteriormente publicado no livro Reflections on J1B do RTS de Londres.

“Uma rejeição explícita das instituições que as multinacionais e os especuladores construíram para tomar o poder das pessoas, como a OMC e outros acordos de liberalização do comércio (como a APEC4, a UE5, a 6NAFTA etc.)7”;
“Uma atitude de confronto, uma vez que não achamos que tentar influenciar e participar possa ter um grande impacto nessas viciadas e antidemocráticas organizações, nas quais o capital transnacional é o único verdadeiro orientador das políticas”;
"Uma chamada para a desobediência civil não-violenta e a construção de alternativas locais pelas comunidades locais, como resposta para a ação dos governos e das corporações8”;
“Uma filosofia organizacional baseada na descentralização e autonomia”.

Em fevereiro de 1998, a Ação Global dos Povos nasceu. Pela primeira vez os movimentos populares do mundo estavam começando a conversar e trocar experiências, sem a mediação de Organizações Não-Governamentais, e a primeira conferência da AGP teve lugar em Genebra (Suíça) - lar da tão odiada OMC. Mais de 300 delegados de 71 países foram a Genebra para compartilhar sua raiva pelo domínio corporativo. Das comunidades Uwa, passando pelos Funcionários do Correio Canadense, Reclaim The Streets, militantes antinuclear, agricultores franceses, ativistas Maori e Ogoni, sindicalistas coreanos, Rede de Mulheres Indígenas da América do Norte, aos ambientalistas ucranianos, todos estavam lá para formar "um instrumento global para comunicação e coordenação de todos aqueles que lutam contra a destruição da humanidade e do planeta pelo mercado global, enquanto constroem alternativas locais e poderes populares”.
4 Associação de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacifico. (N.T.)
5 União Européia. (N.T.)
6 Acordo de Livre Comércio da América do Norte. (N.T.)
7 “Na Conferencia Internacional da AGP, realizada em setembro de 2001 em Cochabamba, alguns princípios da AGP, assim como o manifesto, foram modificados, dando-lhes um caráter explicitamente anticapitalista. O princípio citado passou a ser desde então: “Uma rejeição explicita do feudalismo, do capitalismo e do Imperialismo; de todos os acordos, instituições e governos que promovem a globalização destrutiva”(N.T.)

8 Após a III Conferencia da AGP, este principio foi modificado e passou a ser: "Uma chamada à ação direta e desobediência civil, ao apoio às lutas dos movimentos sociais. propondo formas de resistência que maximizem o respeito pela vida e pelos direitos dos povos oprimidos, assim como pela construção de alternativas locais ao capitalismo global': Foi retirado o temo "nao-violenta", uma vez que dizia respeito muito mais a uma cultura de ativismo influenciada por Gandhi e quase exclusivamente presente no Norte. também devido às diferentes concepções de "não-violência" existentes em diferentes regiões, e para evitar uma divisão no movimento e criminalização de uma parte dele com base na dicotomia violência / não-violência. (N.T.)
Um dos participantes falou deste evento inspirador: "É difícil descrever o calor e a profundidade dos encontros que tivemos aqui. O inimigo global é relativamente bem conhecido, mas a resistência global que ele enfrenta raramente passa através do filtro da mídia. E aqui encontramos pessoas que paralisaram cidades inteiras no Canadá com greves gerais, que arriscaram suas vidas para obter a posse de terra na América Latina, que destruíram a sede da Cargill na Índia ou o milho transgênico da Norvatis na França. As discussões, os planos concretos de ação, as histórias de batalhas, as personalidades, a entusiástica hospitalidade dos squatters9 de Genebra, o tom apaixonado das mulheres e homens encarando a policia do lado de fora do prédio da OMC, todos selaram uma aliança entre nós. Espalhados no mundo novamente, não esqueceremos. Permanecemos juntos. Esta é nossa luta comum".
Um dos objetivos concretos da conferência era coordenar ações contra dois eventos de importância global que aconteceriam em maio daquele ano, a reunião do G-8 (um evento anual), dos lideres das oito nações mais industrializadas, que teria lugar em Birmingham (Grã-Bretanha), e a segunda reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio que ocorreria um dia depois em Genebra.
Por quatro dias consecutivos em maio de 1998, atos de resistência ecoaram em volta do planeta. Em Hyderabad, Índia, 200 mil agricultores clamaram pela morte da OMC, em Brasília agricultores sem-terra e trabalhadores desempregados juntaram for-ças e 50 mil deles foram às ruas, mais de 30 festas Reclaim The Streets10 ocorreram em diversos locais, indo da Finlândia, passando por São Francisco, Toronto, Lion e Berlim. Em Praga, ocorreu a maior mobílização desde a Revolução de Veludo em 1989, trazendo milhares de pessoas às ruas para uma festa móvel que terminou com vários Mc Donald's recebendo um “novo design” e com batalhas com a policia, Enquanto isso, no Reino Unido 5 mil pessoas paralisavam o centro de Birmingham enquanto os lideres do G-8 escapavam da cidade para um resort local, a fim de continuarem sua reunião em um lugar mais tranqüilo, No dia seguinte as ruas de Genebra explodiram. O G-8 e muitos outros lideres mundiais convergiram lá para a reunião ministerial da OMC, e para celebrar o qüinquagésimo aniversário do Acordo Geral de Comércio de Tarifas (GATT), o precursor da OMC. Mais de 15 mil pessoas de toda a Europa e muitos de outros continentes se manifestaram contra a tirania da OMC. Bancos tiveram suas janelas quebradas, o Mercedes do diretor-geral da OMC foi virado, e três dias com os maiores distúrbios já vistos em Genebra se seguiram. A poeira baixou, os lideres mundiais presos em sua casamata de vidro, ao lado do lago Genebra, produziram uma declaração dizendo que queriam que a OMC se tornasse "mais transparente"' Como se isso fizesse a menor diferença.
9 Pessoas que ocupam os squats. (N.T.)
10 O termo aqui se refere a uma mistura de carnaval e raves politizadas que ocupam as ruas. (N.T.)

O 18 DE JUNHO: CONTINUANDO A CONSTRUIR

Era óbvio que as coisas realmente estavam caminhando, e tínhamos que aproveitar o momento e construir algo em cima do sucesso das ações de maio. Mas como? Então veio a idéia, por que não atacar a jugular desta vez? Por que não visar o coração da besta, o núcleo pulsante da economia global, os distritos financeiros e bancários, a casa das máquinas de toda devastação ecológica e social? Dessa vez poderíamos fazer a coisa ser maior, melhor e até mesmo mais diversa... o desejo de fazer alguma coisa nessa pequena milha quadrada de propriedade, na porta de nossas casas, em Londres, o principal centro financeiro da Europa, e uma das mais antigas capitais e das mais poderosas regiões, provou ser forte. Tendo a tendência em acreditar na realidade de nossos desejos, não tínhamos como resistir à tentação.
Assim, durante um dia quente de verão em junho de 1998, ocorreu uma troca de idéias entre um ativista do Reclaim The Streets e alguém do London Greenpeace (LGP - um coletivo anarquista que não é vinculado ao Greenpeace Internacional) que havia se engajado nas manifestações Stop the City durante os anos 80. Ficou claro que eles tinham idéias parecidas para um evento na City11: juntar todas as campanhas sobre temas específicos em torno do inimigo comum chamado capital. Uma data já havia sido marcada para uma reunião pública. O LGP sentia que era o momento certo para se lançar a esse audacioso alvo. O Stop the City foi resultado do vigor do movimento pacifista. Nos últimos anos o movimento ecológico de ação direta tem se fortificado, e parece haver uma irrupção da ação dos trabalhadores - as greves selvagens da linha de metrô Jubilee, e os trabalhadores da área da saúde de Tameside sendo dois exemplos. Festas de rua floresceram em todo país com milhares de pessoas adotando a ação direta, e havia a sensação de que existia vigor suficiente para levar a cabo uma ação tão ambiciosa e insolente.
A idéia foi levada à reunião semanal do RTS e ao LGP. Pelo meio de agosto, a primeira de muitas reuniões públicas sobre o 18 de Junho teve lugar em um centro comunitário no centro de Londres. Assim como o RTS e o LGP, vários grupos estavam presentes, indo desde o Mexico Support Group, London Animal Action ao Mc Libel e ao Class War. Uma data foi definida, 18 de junho, que coincidiria com o encontro deste ano do G-8, sexta-feira portanto um dia de trabalho na City.
(...)

Judy Reclaim The Streets



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